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Neurônios

Neurônios

Na gestação, o cérebro do bebê cresce em velocidade espantosa. Logo na terceira semana de gravidez, surge o tubo neural, estrutura embrionária que vai dar origem ao cérebro e à medula espinhal. Estudos mostram que o ácido fólico (vitamina de complexo B) previne defeitos neurais, como anencefalia. Por isso, os médicos recomendam as futuras mamães que tomem o suplemento antes mesmo de engravidar até o primeiro trimestre da gestação. Na quinta semana, quando muitas gestantes ainda nem descobriram que estavam grávidas, já se formam os hemisfério cerebrais: o esquerdo, responsável pela linguagem, e o direito, pelas funções visuais e espaciais. O ápice da produção de neurônios ocorre por volta da décima semana: 250 mil por minuto! Na 12ª semana, o bebê reage a sons, em especial a voz da mãe, e à temperatura. E, na semana seguinte os músculos respondem ao comando do cérebro, fazendo com que o braço dobre (no pulso e no cotovelo) e os dedos se fecham. A formação de novos neurônios está praticamente completa na 20ª semana. Neste período, as células estão começando a se diferenciar, assumindo funções específicas no cérebro. Tanto “trabalho” obviamente, exige energia. Assim o melhor que a mãe tem a fazer nesse momento é se alimentar bem. Pesquisas mostram que comer peixe de água fria, como atum, sardinha e salmão, por exemplo, é ótimo para o desenvolvimento do cérebro do bebê. O ideal é consumir três porções por semana. E, na medida do possível, as grávidas têm de manter a calma. Um estudo norte-americano observou deficiências no QI e na aquisição da linguagem de filhos de grávidas que passaram por situações de estresse, como uma tempestade muito forte ou a perda de alguém querido. Claro que isso é mais grave do que se irritar com o chefe, mas, na dúvida, por que arriscar? Ao nascer, o bebê já tem a maior parte dos neurônios que vai utilizar por toda vida, isto é, aproximadamente 100 bilhões.